O
CHÁ

Chazal
É
uma bebida popular, natural e extremamente saudável. Ele é
difundido no mundo inteiro. Aqui no Brasil o consumo de chá ainda
é muito pequeno , mas ele é muito consumido no mundo inteiro.
Ele é um produto da industrialização das folhas
da planta Camellia Simensis , essa planta é originária
da China. Ela não tem nada a ver com o chá mate, chá
de erva cidreira, chá de hortelã, chá de camomila.
Não tem nada a ver. Esse é o verdadeiro chá. Por
exemplo, o chá mate que é mais consumido é de uma
planta originária do Sul do país chamada Ilex paraguariensis
e o chá tostado, o chá queimado como nós chamamos
o consumo é próximo ao consumo do chá preto. Mas
elas não têm a ver. É um outro consumo,uma outra
bebida. A partir dessa planta Camellia simensis pode ser feito
o chá preto ou o chá verde. O chá preto é
mais conhecido como o chá que os ingleses tomam, é mais
ocidentalizado e a diferença é que o chá preto
é fermentado. O chá verde é mais do consumo dos
orientais. E que agora está sendo descoberto os benefícios
que ele faz na saúde humana do consumo do chá verde aqui
no ocidente então seu consumo tem aumentado. O chá foi
trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses mais precisamente
por Dom João VI no início do século XVIIII, mas
foi trazido como intuito de ornamentar jardins, Não era explorado
comercialmente. A exploração do chá começou
no início da década de 20.
A
HISTÓRIA DA FAMÍLIA OKAMOTO
A imigração no Brasil se iniciou em 1908. E a colonização
japonesa se iniciou aqui na nossa região em 1913. E Torazo Okamoto
veio em 1919. Ele era técnico de chá no Japão.
Ele não veio pra trabalhar com chá. Porque ele nunca imaginou
que do outro lado do mundo ele pudesse trabalhar com chá. Ele
trabalhou na agricultura como todos os imigrantes daquela época.
Começou produzindo arroz, cana de açúcar como todos
os imigrantes. Depois de dois anos sem sucesso, e essa região
não tem nada a ver com aquela época que era sem recursos,
mata virgem e então Ele ficou sabendo que existiam algumas plantas
parecidas com o chá foram trazidas por esses colonos portugueses
e essas plantas estavam no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e
no Viaduto do Chá em São Paulo. E ele trouxe algumas sementes
dessas que existiam no Brasil e começou a plantar nessa região.
Em 1925 ele produziu alguns quilos de chá verde de forma artesanal
no processo manual. Em 1928 ele começou a produzir também
pelo processo manual alguns quilos de chá preto. Como ele não
estava conseguindo uma qualidade desejada. Em busca da melhor qualidade
ele retornou ao Japão em 1935 onde adquiriu algumas máquinas
bem rústicas, máquinas de madeira ainda de industrialização
do chá. E no retorno da viagem de navio tinha uma parada no Sri-Lanka,
que é um país no sul da Índia onde conseguiu 100
sementes da espécie Assâmica, colocou no miolo de um pão,
onde mostrou para um carregador de malas. Dentro do navio ele as semeou
e germinaram 60 que existem até hoje e originaram todos os chazais
do Vale do Ribeira.
O
CHÁ RIBEIRA
São
os únicos produtores que detém marca no mercado interno.
O nome da marca foi dado em homenagem ao Rio Ribeira de Iguape.

Embalagens
Mais
de 90% da produção é exportada.
A
planta é perene, e ao planta-la demora de 3 a 4 anos para a 1ª
colheita. A planta fica adulta a partir de 7 anos. Sua flor é
hermafrodita – se reproduz por semente ou muda.
Safra
de setembro a maio. No inverno faz-se a poda para rebaixar a planta
para que ela possa começar a produzir novamente. Na safra, faz-se
15 a 20 colheitas.
A
colheita – A capina é feita manualmente ou quimicamente.
O manual é o mais indicado. Faz-se o desgalhamento lateral para
retirar ramos indesejáveis.
São utilizadas 3 adubações químicas com
concentração em Nitrogênio, responsável pelo
desenvolvimento das folhas.
5
quilos de folhas do chá rende 1 quilo de chá seco.
Como
se faz o processo para a preparação do chá:
1ª
etapa – Murchamento, onde se retira 40% de umidade da folha verde
através de ventiladores de ar. Esse processo dura em média
12 horas.
2ª
etapa – Moagem – O objetivo é romper as células
das folhas. Dura em média 1 hora e meia.
3ª
etapa – Fermentação – Fixa qualidades do produto
através do resfriamento do ar natural (bebida/ aroma/coloração)
4ª
etapa – Secagem – Eleva-se a temperatura a 100° C, onde
se interrompe a fermentação. A folha sai desse processo
com até 3% de umidade.
5ª
etapa – Beneficiamento – Onde se retira as impurezas
6ª
etapa – embalagem em sacos de 20 e 40 Kg.

Máquinas a pleno vapor
PRODUÇÃO
3 mil toneladas por safra.
Consumo mundial – 2,5 milhões de tonelada
Maior produtor – Índia com 750 mil toneladas por safra.
O maior consumidor é o reino Unido com um consumo de mais de
3 quilos per capita ao ano. No Brasil o consumo ainda é pequeno
com 2 gramas per capita ao ano.
A
FÁBRICA
1921
– produção de chá por Torazo Okamoto (pessoa
física)
Setembro de 1952 – Fundação da Empresa – Torazo
Okamoto Ltda.
1975 – Torazo Okamoto S.A. Chá Ribeira
1994 – Torazo Okamoto Ltda. Chá Ribeira
Durante
a II Guerra Mundial houve intervenção do governo que congelou
os bens da família Okamoto. Então em 1947 quando Hitoshi
Okamoto, filho de Torazo Okamoto, naturalizado brasileiro completou
18 anos, conseguiu reaver a propriedade, porém em condições
de completo abandono. Então começaram a retomar todo o
trabalho. Em 1949 deu-se início à exportação
para a Argentina (70 mil toneladas de chá por safra). Na década
de 80 foio auge do chá com 12 mil toneladas de chá por
safra.
DECADÊNCIA
Como 90% da produção de chá preto é exportada,
a remuneração do dólar também afeta diretamente
o preço pago pelo produto e os conseqüentes rendimentos
das fábricas. Os preços recebidos pelo produto brasileiro
no mercado internacional, para onde se destina a maior parte da produção,
mostraram-se crescentes, de 1996 a 1998 (período em que a moeda
brasileira esteve valorizada) e decrescentes de 1999 a 2002 (período
de desvalorização do real). A instabilidade das condições
climáticas e as chuvas irregulares também estimularam
muitos produtores a reduzir ou até mesmo a extinguir a produção.
FUTURO
Contratar
nutricionista para criar receitas com o chá para se modernizar
e aumentar o consumo do chá aqui no Brasil.
PERSPECTIVAS
Investimentos
no mercado interno, pois a comercialização do chá
está em crise há 13 anos (desde 1994). Hoje a produção
descapitalizada preciusa de investimentos. Precisa haver mudança
de mentalidade, modernização no consumo, inserir o chá
na merenda escolar e em cestas básicas. Popularizar o consumo
é uma saída.

Sr. Ricardo Okamoto
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